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Vereadores são contra renovação de contrato de bilhetagem eletrônica do transporte de Curitiba - Bruno Pessuti

Vereadores são contra renovação de contrato de bilhetagem eletrônica do transporte de Curitiba

26 de Julho de 2013
O contrato para manutenção do sistema de bilhetagem eletrônica da Rede Integrada de Transporte (RIT), firmado entre o Instituto Curitiba de Informática (ICI) e a empresa Dataprom, não pode ser renovado. Isso é unanimidade entre os vereadores que integram a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Transporte Coletivo de Curitiba, conforme antecipou o relator da Comissão, o vereador Bruno Pessuti (PSC), nesta sexta-feira (26).
O ICI é contratado pela Urbs para fazer a gestão dos dados reunidos pelo sistema de bilhetagem eletrônica, cuja manutenção do sistema é terceirizada à Dataprom. O contrato, no valor de R$ 32 milhões e com quatro anos de duração, vence neste mês de agosto.
”Será que a fatídica expressão ‘caixa-preta’ não estaria relacionada à falta de transparência do sistema?”, questionou o relator. Para sanar esta dúvida, Bruno Pessuti sugere a realização de uma nova licitação, exigindo que a empresa vencedora tenha um sistema mais transparente. “Nem que seja necessário substituir todos os cartões na cidade de Curitiba”, enfatizou o vereador.
Na reunião da CPI realizada na última quinta-feira (25), o valor pago para a manutenção do sistema de bilhetagem eletrônica e a escolha da empresa que presta este serviço às concessionárias de ônibus foram alguns dos assuntos predominantes entre os questionamentos.

CONTRATO DATAPROM

De acordo com a apresentação feita pelo advogado do Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Setransp), Sacha Reck, antes do atual contrato existia outro, firmado com a empresa Enterhelp, no valor mensal de R$ 210 mil. Atualmente, a Dataprom cobra em torno de 700 mil pelo mesmo serviço.
Ao ser questionado sobre o assunto, o advogado afirmou que, hoje, no mercado de bilhetagem, há um sistema de proteção de tecnologia muito grande - o que impede que outra empresa consiga fazer manutenção no sistema. “A manutenção por terceiros só é possível no hardware. A Dataprom manipula as alterações de software e, se houver qualquer problema com o sistema e o conserto não for feito pela Dataprom, ela cancela a garantia”, relatou. Segundo ele, as empresas de transporte também estão insatisfeitas com o sistema.

Para Reck, quanto maior o controle, maior será o resultado financeiro. “As empresas não querem tomar conta do dinheiro, porque tomar conta do dinheiro é caro. O sistema de Curitiba, por falta de controle, expõe o próprio cobrador na carga de fiscalizar. Precisamos de um sistema de governança, temos que saber quem comprou, como pagou e como usou. Uma grande pergunta que não conseguimos responder é de quantos créditos foram vendidos desde o início do uso da bilhetagem eletrônica e quanto foi depositado na conta da URBS. Não temos essa resposta”, argumentou.
Segundo ele, o controle da bilhetagem pode ajudar na redução da tarifa. “Falta transparência neste sistema. O contrato Instituto Curitiba de Informática/Dataprom vence em agosto. Acreditamos que não deve ser renovado e esperamos que a URBS assuma esse sistema, para que os empresários possam controlar essas informações”, concluiu.