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CPI do Transporte Coletivo recebe Frente de Luta pelo Transporte Coletivo - Bruno Pessuti

CPI do Transporte Coletivo recebe Frente de Luta pelo Transporte Coletivo

15 de Outubro de 2013
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Transporte Coletivo da Câmara recebeu nesta terça-feira (15) a Frente de Luta pelo Transporte Coletivo, que em setembro protocolou um pedido de anulação dos contratos com as empresas de transporte. O objetivo do encontro foi dar ao grupo que defende a redução do valor da tarifas e a melhoria do transporte público a oportunidade de contribuir com os trabalhos da Comissão.
O relator da CPI, vereador Bruno Pessuti (PSC), explicou que a participação do grupo foi autorizada pela Comissão. “Abrimos as portas da CPI para este grupo que vem defendendo a causa do transporte público para registrar e incluir todas estas manifestações populares no relatório final, para que fique gravado na memória da cidade que eles também fizeram parte deste processo”, disse.
Além da anulação dos contratos de transporte, a Frente de Luta pelo Transporte Coletivo busca a redução da tarifa para R$ 2,25, e a estatização da Urbanização de Curitiba (Urbs), bem como propõe passe livre para estudantes e desempregados.
De acordo com o vereador, a redução é viável se houver subsídio do governo estadual. “O Tribunal de Contas do Estado, TCE, mostrou em cálculos preliminares que a passagem pode chegar a R$ 2,25 com subsídios e aproximadamente R$ 2,54 sem subsídios, mas é entendimento dos vereadores que esse valor pode ser ainda menor desde que o subsídio seja mantido”, informou o relator da CPI.
Bruno Pessuti ainda destacou que, no entanto, o governo estadual não tem se manifestado favorável a manutenção do subsídio no próximo ano – o que impediria a possível redução estimada pelo TCE.
Ele também questiona a manutenção do subsídio, que neste ano de 2013 deve chegar a aproximadamente R$ 100 milhões. “Esse dinheiro saiu de obras de infraestrutura, educação, saúde e também de verba para propaganda. Defendemos que verbas de propaganda sejam anuladas e aplicadas em subsídios, porém com relação aos setores de educação, saúde e segurança, fica a pergunta: o que é mais necessário, investir nestes setores ou manter o subsídio?”, questionou o vereador.