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Conscientização da sociedade é um dos grandes desafios para despoluição dos rios de Curitiba - Bruno Pessuti

Conscientização da sociedade é um dos grandes desafios para despoluição dos rios de Curitiba

25 de Setembro de 2013
A maioria dos rios de Curitiba está muito poluída e um dos grandes desafios para melhorar este quadro é a conscientização da sociedade. Esta foi a principal conclusão da reunião da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara Municipal que reuniu Sanepar e órgãos responsáveis pela gestão de recursos hídricos na última terça-feira (24) em um debate sobre a o futuro dos rios curitibanos.
Para melhorar este cenário, o presidente da Comissão, vereador Bruno Pessuti (PSC), vai solicitar à Prefeitura o desenvolvimento de campanhas educativas para estimular a ligação dos imóveis à rede coletora de esgoto. “Também iremos buscar alternativas para facilitar o acesso à rede e avaliar a legislação vigente com relação às formas de responsabilizar quem não se adequar, pois a única maneira de salvarmos nossos rios é impedir que o esgoto chegue até eles”, destacou.
O superintendente do Ibama no Paraná, Jorge Augusto Callado Afonso, que participou do encontro, também acredita na força da educação ambiental para mudar a situação atual dos rios curitibanos. “A ‘preocupação’ ambiental começou a ser um tema recorrente na sociedade, mas precisa ser uma ‘ocupação’ da sociedade para ser eficiente”, declarou.
PROBLEMAS E SOLUÇÕES
De acordo com o diretor de Recursos Hídricos do Instituto das Águas do Paraná, Norberto Ramon, a qualidade dos rios de Curitiba é monitorada pelo governo estadual há cerca de 40 anos e desde então já apresentava grande comprometimento. “No ano 2000 a maior parte dos rios de Curitiba foi enquadrada como classe 4, que é a pior classe da resolução Conama”, disse.
Além dos problemas relacionados ao esgoto, outros fatores contribuíram com a degradação dos corpos hídricos, segundo o secretário municipal do Meio Ambiente, Renato Lima. Entre eles estão as ocupações irregulares, a impermeabilização do solo, a disposição inadequada de lixo e a retirada de mata ciliar.
A situação crítica dos rios que cortam a cidade foi apresentada pelo jornalista Eduardo Fenianos, conhecido como Urbenauta, em reunião da Comissão de Meio Ambiente realizada em agosto. Segundo ele, em sua última expedição pelos rios curitibanos foram identificados lançamentos de esgoto diretamente nos rios, ligações irregulares de esgoto em galerias pluviais e problemas de manutenção da infraestrutura da rede coletora. Ele ainda questionou a eficiência do tratamento realizado pela Sanepar.
Em resposta, o gerente metropolitano da Sanepar, Celso Thomaz, informou que a empresa disponibiliza rede coletora de esgoto mas encontra dificuldades para fazer com que os proprietários de imóveis façam a ligação. Atualmente a índice de cobertura de rede coletora de esgoto em Curitiba chega a 90%. Para o gerente metropolitano, iniciativas como as anunciadas pelo presidente da Comissão são uma das melhores formas de a Câmara de Vereadores colaborar para superação destes desafios.
Ele ainda explicou que a Sanepar está trabalhando em duas frentes: tentando despoluir as pequenas bacias e adquirindo equipamentos para diagnóstico de tubulações e identificação de perdas de esgoto. “Além disso, nos próximos anos iremos investir R$ 280 milhões em melhorias nas cinco Estações de Tratamento de Esgoto (ETE) que atendem Curitiba”, concluiu o gerente.
A Diretora de Recursos Hídricos e Saneamento da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Marlise Eggers Jorge, também acompanhou a reunião. Ela comentou que as informações apresentadas pelos gestores estão contempladas no Plano Municipal Participativo de Saneamento Básico, que está em fase final de elaboração e será apresentado no dia 04 de outubro em uma Consulta Pública promovida em parceria com a Comissão do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara Municipal.