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Bruno Pessuti solicita balanço contábil de empresas que operam o transporte coletivo de Curitiba - Bruno Pessuti

Bruno Pessuti solicita balanço contábil de empresas que operam o transporte coletivo de Curitiba

19 de Julho de 2013
O vereador Bruno Pessuti (PSC) solicitou à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Transporte Coletivo de Curitiba a cópia dos balanços contábeis dos Consórcios e Empresas que operam a Rede Integrada de Transporte. Relator da CPI, Bruno Pessuti pede que os balanços sejam detalhados de forma analítica – isto, é discriminando cada rubrica das receitas e despesas. Os períodos solicitados compreendem os anos de 2010, 2011 e 2012 (anuais) e os balanços mensais de 2013.

O pedido foi protocolado nesta sexta-feira (19), um dia após a reunião da CPI em que o representante do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo (Setransp), Antônio Vellozo, afirmou que as empresas têm prejuízos com a operação do sistema.

QUILOMETRAGEM OCIOSA -  Para Bruno Pessuti, a quilometragem ociosa deveria ser considerada uma despesa no sistema, incidindo sobre ela apenas os custos de rodagem, combustível/lubrificantes e pessoal/encargos, pois não está sendo realizada a atividade fim do contrato que é o transporte de passageiros. " Na forma que é feito hoje, os operadoras lucram quando o ônibus não está em seu itinerário", observou Pessuti.

Por quilometragem ociosa entende-se o trajeto entre a garagem das empresas e o terminal, no início do dia e no final dos trabalhos. Segundo o vereador, a quilometragem ociosa corresponde, por contrato, a 6% de toda a quilometragem total percorrida. A URBS repassa o valor integral do custo por quilômetro, onde estão inclusos custos de administração e a rentabilidade.

Cálculos preliminares indicam que a quilometragem ociosa chega a mais de 709 mil quilômetros por mês, a um custo estimado pela planilha atual de R$ 4,2869 / km ocioso. Atualmente o quilômetro ocioso tem o mesmo custo que o quilômetro itinerário, ou seja, R$6,0296 /km.

“Considerar a quilometragem ociosa como uma despesa, na forma preliminarmente calculada, reduziria o custo total mensal em R$ 1,2 milhão. Considerando os valores atuais da planilha, essa alteração poderia reduzir a tarifa técnica de R$2,99 para R$ 2,95, ou seja, uma redução de R$0,04 que é maior que a redução do ICMS no combustível”, concluiu Bruno Pessuti.

Foto: Adriano Rabiço