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Audiência pública alerta ao diagnóstico precoce do câncer de mama - Bruno Pessuti

Audiência pública alerta ao diagnóstico precoce do câncer de mama

18 de Outubro de 2019
Quase 60 mil mulheres podem ser diagnosticadas com câncer de mama no Brasil ao longo de 2019. Desses casos, 3.730 devem ser registrados no Paraná e 820 em Curitiba, de acordo com estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Entre os diagnósticos, mais de 70% já são detectados em estágio avançado. A cada dia, 10 novos casos de câncer de mama são identificados no Paraná.

Esses e outros dados foram apresentados em audiência pública nessa quinta-feira (17), na Câmara Municipal de Curitiba (CMC), alusiva ao Outubro Rosa. Com o tema “A importância do diagnóstico precoce para vencer o Câncer de Mama”, a atividade foi promovida pelos vereadores Bruno Pessuti (PSD) e Fabiane Rosa (DC). O debate contou com a participação de especialistas na área e pacientes.

Bruno Pessuti reforçou a pertinência da discussão: "É alarmante ver o índice de mulheres que descobrem o câncer já em estágio avançado. É nosso dever, no Legislativo municipal, ampliar o debate e propor soluções para que a população tenha acesso ao diagnóstico ágil e ao tratamento adequado". A vereadora Fabiane Rosa ponderou este não é um problema enfrentado exclusivamente pela mulher: "Os homens também devem ser sensibilizados quanto ao câncer de mama. Peçam que eles realizem os exames preventivos”.



De acordo com a coordenadora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde, Acácia Nasr, o Paraná trabalha para aumentar o número de mamografias realizadas, bem como o diagnóstico precoce. "Tivemos 933 óbitos devido ao câncer de mama em 2017, e nesse período foram realizados 329 mil exames, sendo 62% na faixa etária de 50 a 69 anos", mencionou.

O autoconhecimento e o cuidado com o corpo foram abordados pela médica Karina Utrabo Prosdócimo, que integra o Programa Saúde da Mulher, da Secretaria Municipal da Saúde (SMS). "A mulher precisa estar atenta às modificações em sua mama. E essas alterações devem ser investigadas por um profissional da saúde”, indicou. “A população alerta aos principais sintomas relacionados ao câncer de mama contribui muito para o diagnóstico precoce. Muitos casos são detectados pela própria paciente. Precisamos estimular a mulher a conhecer seu corpo", explicou.

Prevenção e tratamento
A médica radiologista Cristiane Basso Spadoni falou sobre a importância dos exames de rastreamento - mamografia e tomossíntese - serem realizados periodicamente, para prevenir ou auxiliar no tratamento precoce do câncer de mama. Segundo ela, a tomossíntese, por exemplo, é um exame que facilita a avaliação das características benignas ou malignas; torna a indicação de biópsias mais precisas; e aumenta a rapidez do exame, tornado-o menos desconfortável.

Cristiane também falou sobre as campanhas de conscientização e o diálogo com a comunidade. "Precisamos incentivar a busca do diagnóstico precoce do câncer de mama através de ajuda mútua, com histórias reais de coragem frente à doença. Neste cenário, palestras educacionais de profissionais da saúde e eventos com a comunidade, em parceria com instituições e ONGs, são indispensáveis", acrescentou.

A médica Ana Carolina Chociai, cirurgiã plástica especialista na reconstrução da mama, falou sobre a importância desse processo para a autoestima da mulher. Sobre a audiência pública, a convidada destacou a troca de ideias com a população: "Mostramos como é feita a reconstrução da mama, para restaurar formato e amédica Ana Carolina Chociai, cirurgiã plástica especialista na reconstrução da mama, falou sobre a importância desse processo para a autoestima da mulher.utoestima da mulher. É importante apresentar ao público as possibilidades de tratamento".

Presenças
Também participaram do encontro o médico Edvin Javier Boza Jimenez, coordenador do Programa Mãe Curitibana Vale a Vida, da SMS; Roberta Freire, presidente da Associação Mulheres de Negócios; o mastologista Jan Pawel Andrade Pachnicki, presidente da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Paraná; e a professora de Educação Física Viviane dos Santos, que teve câncer de mama.